O Brasil ficou entre os dez países com mais vítimas de ransomware no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Check Point Software divulgado em maio. O país respondeu por cerca de 2% das vítimas no mundo, num período em que mais de 2.100 organizações tiveram dados expostos em sites de extorsão.
O ransomware é o ataque em que criminosos invadem a rede, bloqueiam ou copiam os arquivos da empresa e cobram um resgate para devolvê-los ou não publicá-los. Para quem é atingido, o resultado costuma ser o mesmo: sistemas parados, clientes sem atendimento e prejuízo que vai muito além do valor pedido.
Não é só problema de empresa grande
Os setores mais atingidos foram indústria, saúde e serviços empresariais, justamente os que mais dependem da operação funcionando sem pausa. Mas o perfil das vítimas é amplo. Os grupos criminosos usam ferramentas automatizadas que procuram falhas em qualquer rede conectada à internet, e escritórios menores, com menos proteção, acabam sendo alvos fáceis.
O relatório também mostra que o crime está mais organizado: os dez grupos mais ativos concentraram 71% das vítimas, e um dos mais conhecidos voltou a atuar diretamente contra alvos no Brasil.
Por onde os ataques entram
Na maioria dos casos, a porta de entrada não é uma falha sofisticada, e sim algo do dia a dia:
- E-mails falsos (phishing) com links ou anexos que instalam o programa malicioso.
- Senhas roubadas ou fracas, usadas para entrar em e-mails, acessos remotos e sistemas.
- Sistemas desatualizados, com brechas já conhecidas e não corrigidas.
- Acessos abertos demais, em que um único computador infectado alcança a rede inteira.
7 medidas que fazem diferença
- Backup automático e fora da rede. É o que permite recuperar tudo sem pagar resgate. Uma cópia precisa ficar isolada, na nuvem ou desconectada.
- Autenticação em dois fatores em e-mail, acesso remoto e sistemas importantes.
- Atualizações em dia de Windows, programas, roteadores e firewall.
- Acesso só ao necessário. Cada pessoa enxerga apenas as pastas e sistemas que usa no trabalho.
- Rede segmentada, para que um problema em um setor não se espalhe para os outros.
- Treinamento da equipe para reconhecer e-mails e mensagens suspeitas antes de clicar.
- Monitoramento e plano de resposta, para agir rápido nos primeiros sinais de invasão.
Por onde começar
O primeiro passo é saber onde sua empresa está. Um diagnóstico rápido mostra se os backups realmente funcionam, quais acessos estão expostos e o que precisa ser corrigido primeiro. Muitas das medidas acima têm custo baixo e podem ser implantadas em poucos dias.
A Fluxo 360 faz essa avaliação e cuida da proteção da sua empresa no Rio de Janeiro e em Niterói, com suporte presencial e remoto.
Fonte: levantamento da Check Point Software sobre ransomware no primeiro trimestre de 2026, divulgado pelo IT Forum em maio de 2026.